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Ex-jogador diz ter melhorado problema com gagueira ao participar de programa em rádio gospel

Os amantes do futebol e em particular quem acompanhou o futebol nos anos noventa, com certeza vai se lembrar do jogador Elivélton, pois foi justamente nessa época que se destacou.

Elivélton era um ponta esquerda, e foi no São Paulo Futebol Clube que começou a sua trajetória de sucesso no futebol. Apesar de toda sua habilidade de ir para cima dos adversários Elivélton sofria de gagueira o que rendia muitas brincadeiras por parte de companheiros dos clubes por onde passou.

“A gagueira sempre foi uma pedra no meu sapato. Eu não sei quando que comecei a gaguejar, mas lembro que era muito acanhado, muito tímido. Fui criado no meio do mato, em uma fazenda, em Minas Gerais. Era muito constrangedor. Eu queria falar, conversar com as pessoas, me expor mais, aparecer mais. Esse problema acabou me limitando em muitas coisas”, disse em entrevista ao Yahoo Esportes.

Até mesmo para participar das coletivas pós-jogos onde tinha dificuldade para responder as perguntas dos repórteres.

“A gagueira quando comecei no São Paulo era coisa perturbadora. Até eu me assustava. Pra falar eu tinha que sapatear, bater o pé, bater a mão na perna. Era muito constrangedor. E sempre tem a gozação, a brincadeira. Quando eu dava entrevista, a sala ficava lotada e eles queriam me ouvir gaguejando para ser motivo de riso na concentração. E eu ficava mais gago ainda com o constrangimento que era me causado. Era difícil lidar com esse tipo de brincadeira. Além de mexer com meu emocional, também mexia com toda minha estrutura física. Eu me retraía cada vez mais e não queria dar entrevistas. Isso me prejudicava muito. Para dar entrevistas era muito difícil”, afirma.

Hoje com 47 anos e já aposentado do futebol, Elivélton fala com orgulho de ter superado esse problema ou uma parte dele. E a melhora na fala se deu pelo fato do ex-jogador participar de um programa de rádio gospel com a sua esposa. Com a determinação de falar ao vivo sem enrolar as palavras, Elivélton conta que encontrou na fé e em treinos diários de leitura em voz alta a solução para a dificuldade na fala.

“Graças a Deus conseguir dar uma amenizada na gagueira. Não larguei dela totalmente, às vezes eu dou uma gaguejada ainda. Mas o ponto fundamental para mim foi ter entrado em um desafio. A minha esposa queria fazer um programa de rádio gospel e eu tinha que ir junto com ela. Então lendo a bíblia e pregando a palavra de Deus, Deus foi me libertando da timidez da gagueira, porque acho que a gagueira é mais uma timidez que eu tinha. Ali eu tinha que falar ao vivo e não tinha jeito. E foi onde eu fui me libertando. E outra coisa que foi fundamental foi ler em voz alta. A partir do momento em que passei em a ler voz alta eu melhorei demais. O segredo é a gente não ter medo de falar, de se expressar. Não importa se as pessoas vão rir ou não. Até porque eles vão rir de qualquer jeito, não se importa se você vai falar bem. Eu falava e lia muito em voz alta para me ouvir. O segredo é esse: ler em voz alta. Porque você vai tendo mais confiança em falar, mas não pode querer inventar muitas coisas também. Mas se quiser falar muito bonitão, ai você derrapa mesmo. Não fiz nenhum tratamento, bastou ter coragem de falar alto e de ler alto que as coisas mudaram.”

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